Guilherme Poyares

Transformação física antes e depois
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Auto conhecimento Geral

Por que homens em alta carga entram em burnout diferente

E o que fazer sobre isso!

Alta performance, colapso silencioso e o limite da consciência sem corpo

Muitos homens não entram em burnout quando quebram.

Entram quando continuam funcionando por anos, mesmo desconectados do corpo, do prazer e da presença.

Eles seguem entregando resultados, sustentando equipes, famílias e decisões importantes.

Por fora, tudo parece sob controle.

Por dentro, algo vai se fechando.


O colapso silencioso

Esse tipo de burnout não aparece como crise visível.

Ele se manifesta como anestesia emocional, irritação constante, perda de vitalidade ou sensação de vazio.

Não há explosão.

Há um encolhimento interno.


A frase que escuto com frequência

“Eu entendo isso na cabeça, mas não consigo viver no corpo.”

Ela costuma vir disfarçada de outras formas:

  • “Eu já fiz muita terapia, mas continuo travado.”
  • “Eu tenho consciência, mas não consigo sentir.”
  • “Eu sei o que tenho que fazer, mas não consigo fazer.”

Essa frase não aponta falta de consciência.

Aponta excesso de controle.


Por que homens em alta carga vivem isso de forma diferente

Homens em posições de responsabilidade aprendem cedo a:

  • aguentar mais
  • racionalizar emoções
  • seguir funcionando apesar do custo

O sistema nervoso se adapta a esse contexto.

Ele aprende eficiência, alerta e controle — mas desaprende descanso, presença e prazer.

O problema não é força demais.

É falta de regulação.


Ex-CIO: vivendo isso por dentro

Antes de atuar como terapeuta, vivi o mundo executivo por dentro.

Alta performance, pressão constante, decisões que não podem esperar.

Foi ali que vi como o corpo vai sendo deixado para depois — até cobrar a conta.

Não como colapso imediato, mas como perda de sensibilidade, de vitalidade e de sentido.


O limite da terapia apenas pela fala

Falar ajuda. Entender ajuda.

Mas para esse perfil, muitas vezes não basta.

Sem envolver o corpo e o sistema nervoso, a integração não acontece.

A consciência fica “presa na cabeça”, enquanto o corpo segue em modo de sobrevivência.


O que costuma funcionar melhor

Para homens em alta carga, processos mais eficazes costumam ser:

  • diretos e aplicáveis
  • corporais e experiencialmente reguladores
  • focados em sistema nervoso, não só em narrativa

Consciência que desce do pensamento para o corpo.

Hábitos que emergem da regulação, não da força de vontade.


Um caminho possível

É por isso que meu trabalho com homens em alta carga começa com um diagnóstico claro do estado do sistema nervoso.

Antes de mudar hábitos, é preciso entender de onde o corpo está operando.

Burnout, nesse contexto, não é fraqueza.

É um sinal de que o modelo que funcionou até aqui chegou ao limite.

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